CURIOSIDADES  | |
Boi de Mamão
É um folguedo que envolve dança e cantoria em torno do tema épico de morte e ressurreição do boi. No nordeste do país chama-se Boi Bumba em outras regiões de Bumba Meu Boi. Em Santa Catarina a brincadeira esta presente em todo litoral e chama-se Boi de Mamão. Antigamente era conhecida como Boi de Pano, mas houve um dia em que com muita pressa usou-se um mamão verde como cabeça do boi e até os nossos tempos ficou conhecido como o Boi de Mamão. A descrição mais antiga é datada de 1871 pelo historiador José Arthur Boiteaux. Os personagens da apresentação são o Boi , que morre e é ressuscitado por um médico benzedeiro, a Maricota , mulher típica açoriana com braços longos e desengonçada, a Bernúnça, que é um dragão que engole as crianças e dá a luz a uma Bernunça Criança, o Cavalinho que laça o Boi furioso e alguns animais como o urubu, a abelha e a Caipora, figura mítica indígena considerada deusa das matas pelos índios em todo Brasil. O acompanhamento musical é feito por 3 músicos, pandeiro, violão e gaita.
História de Florianópolis
Seus primeiros habitantes que se tem conhecimento foram os índios Carijós da grande tribo Tupi- Guarani que a chamavam de Meyembipe, que significava ilha costeira. Foi uma das principais portas de entrada para o Brasil Meridional, ponto estratégico para o Atlântico Sul e a Bacia do Prata. A partir de 1680 deu-se a necessidade de povoamento da ilha devido à segurança militar da Coroa Portuguesa e por ser um ponto estratégico entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, assim formou-se o maior conjunto defensivo do sul do país e posteriormente a campanha de povoamento. Foi então por volta de 1748 que a Coroa portuguesa enviou para Ilha de Nossa Senhora do Desterro cerca de 6.000 imigrantes açorianos. No século XIX por volta de 1830 elevou-se a cidade e depois a Capital da província de Santa Catarina. Em outubro de 1894, com a vitória das forças comandadas pelo Marechal Floriano Peixoto, mudaram seu nome para Florianópolis em homenagem a este Marechal.
Ilha da Magia
Conta a história que durante a inquisição européia de caça as bruxas muitas delas fugiram para as ilhas mais remotas, sendo assim chegaram na ilha juntamente com os colonizadores açorianos por volta de 1750 e assim ficou a Ilha conhecida como Mágica. Pelos interiores da Ilhas pode-se ouvir estórias de bruxaria e feitiçaria. Os mais antigos contam que até hoje as bruxas realizam seus sabbás escondidas e nuas pela ilha. Desde 1946 Franklin Cascaes coletou cerca de cinco mil peças e telas sobre o tema, que relatavam manifestações bruxólicas ou lendas. Esses casos aconteciam geralmente nos redutos açorianos dos Ingleses, Lagoa da Conceição, Morro das Aranhas, Barra e Ribeirão da Ilha.
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